segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Veja quais foram os avanços da saúde bucal no Brasil


Entre 2003 e 2008 houve ampliação do acesso ao dentista em 34,4%

Avanços no acesso da população brasileira ao cirurgião-dentista, principalmente entre as pessoas de menor renda - ampliação em 32% da população com renda de até 1 salário mínimo.

Queda de 26% na incidência de cárie na faixa etária de 12 anos entre 2003 e 2010, fazendo com que o Brasil passasse a fazer parte do grupo de países com baixa prevalência de cárie dentária, segundo a OMS.

Redução no número de dentes afetados por cáries e ampliação no acesso aos serviços de saúde bucal para as faixas etárias de 15 a 19 anos; 35 a 44 anos; e 65 a 74 anos.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal Avanços 2003 - 2010 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD 2003 - 2008

Fonte: Ministério da Saúde

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pesquisadores da UFMG conseguem impedir passagem do vírus HIV de mães para bebês



A chamada transmissão vertical, que tinha um índice de 25% na década de 1990, hoje já pode ser zerada


A taxa de transmissão do vírus HIV pela mãe ao seu bebê chegou a zero, em pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da UFMG. A chamada transmissão vertical, que tinha um índice de 25% na década de 1990, hoje já pode ser zerada. Quem garante é Jorge Pinto, professor titular de pediatria da faculdade. Ele explica que o bloqueio da transmissão vertical é composto basicamente por três medidas: a terapia antirretroviral para a mães, as vias de parto e o aleitamento artificial. “Estas medidas combinadas resultam na potencial erradicação da transmissão vertical.”

O médico faz logo uma ressalva: “Não estamos descobrindo a pólvora, é simplesmente um programa bem resolvido, cujo tratamento está à disposição de todos, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Estamos apenas implementando um programa que já existe e com medidas disponíveis. Para desfrutar disso, basta apenas que a gestante procure um dos postos de saúde do SUS, principalmente durante os três primeiros meses de gravidez. A partir daí, o médico atendente pedirá os exames e, por meio destes, passará a devida prescrição à paciente”.

Jorge explica que, assim que o bebê nasce, é submetido a um teste para ver se adquiriu o vírus. Mesmo que este não tenha sido infectado, a criança deverá tomar, profilaticamente, o retroviral durante seis semanas. “A partir daí, faz-se um outro exame, entre seis e 12 semanas e outro, entre quatro e seis meses. Assim já teremos condições de saber se o bebê está infectado ou não”, diz Jorge. Ele esclarece que embora o trabalho tenha obtido êxito com as jovens que participam seguidamente do estudo, a taxa de transmissão vertical registrada pelo grupo, no geral, ainda é de 2%. “Mas, isto é devido a casos de mulheres identificadas no final da gestação e até mesmo em trabalho de parto, ou seja, que não fizeram o pré-natal pelo SUS.

Redução Jorge ressalta que na década de 1990 a taxa de infecção chegava a ser de 25%. Nos últimos oito anos este índice baixou para 2% e, nos últimos três a quatro anos, chegou a zero. “Felizmente, conseguimos sair de uma taxa de transmissão de 1 para 4 bebês, para menos de 2%. E, nos últimos anos estamos tendo zero de índice”, orgulha-se o médico. Ele salienta que o grupo de pacientes pesquisados já está na terceira geração do HIV e que algumas pacientes que já fizeram o pré-natal no SUS conseguiram ter filhos não infeccionados. “Sabemos como bloquear a transmissão vertical, como tratar essas crianças precocemente, quais drogas utilizar, como manuseá-los do ponto de vista nutricional e de imunização. Infelizmente, ainda temos problemas que dizem respeito a comportamentos, como aceitação da revelação diagnóstica e adesão ao tratamento.”

Jorge salienta que o grupo de pesquisa da UFMG monitora cerca de 1,5 mil pares (mãe o bebê) durante esses 15 anos. “São mães que são identificadas no momento certo e que recebem as intervenções que são preconizadas, uso de retroviral, durante a gestação, vias de parto, fornecimento de formula infantil leite artificial, que é fornecido pelo estado. E, através desse acompanhamento, pudemos chegar à conclusão de que a transmissão vertical pode ser erradicada. É claro que tudo irá depender também do comportamento das pacientes, que deverão procurar os postos de saúde lo no primeiro trimestre da gravidez, fator que é de suma importância”, alerta o médico.

De acordo com o departamento de DSTAids e Hepatite Virais do Ministério da Saúde, a taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas, em situações em que a grávida segue todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%. O Ministério da Saúde alerta que a testagem para HIV é recomendada no primeiro trimestre. Mas, quando a gestante não teve acesso ao pré-natal adequado, o diagnóstico pode ocorrer no terceiro trimestre ou até na hora do parto. As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos para prevenir a transmissão para o feto. Recebem, também, o acompanhamento necessário durante a gestação, parto e amamentação. A mãe que tem o vírus não deve amamentar o bebê, porque há risco de transmissão do vírus da mãe para o filho.

Adesão Jorge Pinto explica que a aids é hoje uma doença crônica, como diabetes e nefropatias, e pondera que uma série de dificuldades já foram ultrapassadas.“Sabemos como bloquear a transmissão vertical, como tratar essas crianças precocemente, quais drogas utilizar, como manuseá-los do ponto de vista nutricional e de imunização. Agora temos problemas mais sutis, que dizem respeito a comportamentos, como aceitação da revelação diagnóstica e adesão ao tratamento”, avalia.

O médico destaca que esses pacientes terão que tomar medicação para o resto da vida e vê com naturalidade a postura contrária ao tratamento demonstrada por adolescentes. “São problemas próprios do jovem que vive uma condição crônica, não da doença em si. Mas estamos buscando novas drogas e intervenções que facilitem a adesão”, diz.

Infectada pela mãe Alessandra, que a perdeu quando tinha quatro anos, conta que aos 12 anos parou de tomar os medicamentos. “O que me ajudou muito foi a participação em grupos de apoio a adolescentes mantidos pelo Hospital das Clínicas. Lá, percebi que era difícil não apenas para mim, que morava em abrigo, mas também para os que tinham família estruturada”, relata. E sabendo da boa notícia, já planeja ter filhos, com a segurança, sem correr o risco de infectar os bebês.

“Outro aspecto importante diz respeito a como estamos preparando esses adolescentes para a vida adulta, para uma inserção produtiva na sociedade”, afirma Jorge Pinto. De natureza multidisciplinar, o grupo de pesquisa também investiga os aspectos psicossociais dessa população, com o intuito de ajudá-la a lidar com as comorbidades psiquiátricas e metabólicas derivadas do uso prolongado de medicação. Um desses trabalhos, coordenado pelo professor Vitor Haase, do Departamento de Psicologia, procura identificar o desempenho neuropsicológico de crianças e adolescentes brasileiros infectados verticalmente e que foram submetidos à terapia antirretroviral.

O ritonavir 100 miligramas (mg) termoestável começa a ser distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nesta semana e um novo comprimido, denominado “dois em um”, por reunir dois princípios ativos, deve chegar aos postos de saúde em dezembro para pacientes com HIV/Aids. De acordo com o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, o ritonavir integra o coquetel de medicamentos desde 1997, mas ele dependia de armazenamento em geladeira, pois precisava de uma temperatura de 2Co a 8Co para a conservação. Para Mesquita, os novos medicamentos vão simplificar a vida do paciente e, com isso, melhorar a adesão ao tratamento.

“O paciente tinha que estar próximo de uma geladeira na hora de tomar a medicação. Do ponto de vista de logística, havia a dificuldade de distribuir em todo o Brasil, mantendo a temperatura, e ter geladeira em todos os serviços provedores de antirretrovirais. Era bem mais complexo”, avalia o diretor. Cerca de 60 mil pessoas deverão ser beneficiadas com a nova versão do medicamento.

O “dois em um” é uma combinação do tenofovir 300mg com a lamivudina 300mg em um único comprimido. Segundo Mesquita, os pacientes que tomam os medicamentos precisavam tomar três comprimidos, dois de lamivudina e um de tenofovir, agora reduzidos a um.

O “dois em um” será disponibilizado somente para os pacientes que não têm indicação clínica do “três em um” que, além da composição do “dois em um”, conta com o efavirenz 600 mg. O “dois em um” é produzido no Brasil pela Farmanguinhos/Fiocruz e deve beneficiar aproximadamente 75 mil pacientes.

Fonte: Saúde Plena

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

15 receitas suculentas para fazer com tapioca


Além do tradicional brasileiro, a farinha feita a partir da fécula de mandioca é uma opção bastante versátil e que se adapta tanto aos pratos salgados quanto aos doces. Experimente inovar no cardápio!

Pudim de tapioca

Surpreenda a família com o pudim de tapioca, que fica pronto em menos de 30 minutos!

Ingredientes 


. 2/3 xícara (chá) de tapioca com flocos macios
. 2 xícaras (chá) de leite
. 2 garrafas de leite de côco (400 ml)
. 3 ovos (claras e gemas separadas)
. 1 xícara (chá) de leite em pó
. 3/4 xícaras (chá) de açúcar
. 1/2 côco ralado


Para caramelizar: 

. 1 xícara (chá) de açúcar para a calda

Modo de preparo
Com o açúcar, caramelize uma forma própria para pudim de 20 cm de diâmetro. Deixe a tapioca de molho no leite por 15 minutos e reserve. Bata no liquidificador em velocidade máxima, o leite de côco, duas gemas, um ovo inteiro, o leite em pó, o açúcar, o côco ralado e a tapioca umedecida (ela vai absorver todo o leite). Em uma batedeira, bata as claras em neve com uma pitada de sal até obter picos firmes. Junte à mistura, mexendo delicadamente. Despeje na fôrma caramelizada e leve ao forno pré aquecido a 200ºC, em banho-maria, até que fique firme. Quando esfriar, leve à geladeira por 2 horas. Desenforme e sirva.

Cocada de tabuleiro com sorvete de tapioca e calda de tamarindo

Com sabor brasileiro e inovador, a cocada de tabuleiro acompanha sorvete de tapioca e deliciosa calda de tamarindo. Vale a pena experimentar! 

Ingredientes

. 1 coco fresco ralado
. 3 xícaras (chá) de açúcra cristal
. 1 colher (sopa) de manteiga sem sal
. 3 ovos inteiros
. Calda de tamarindo

Modo de preparo
Misture todos os ingredientes. Coloque em uma assadeira rasa untada com manteiga e polvilhada com açúdar cristal. Leve ao forno preaquecido em 180° até ficar dourada. Sirva quente com uma bola de sorvete de tapioca. Por cima da sobremesa, acrescente a calda de tamarindo e sirva.

Flã de tapioca com merengue

Já conhece o flã de tapioca com merengue? Você vai se apaixonar pela receita!

Ingredientes:

Flã:
. ½ xícara (chá) de tapioca 
. 3 xícaras (chá) de leite morno 
. 1 vidro (200 g) de leite de coco 
. 100 g de coco ralado 
. 3 ovos 
. 3 gemas 
. 1 colher (sopa) de manteiga ou margarina amolecida

Caramelo:

. 1 ½ xícara (chá) de açúcar 
. 1 xícara (chá) de água

Merengue:

. 3 claras 
. ½ xícara (chá) de açúcar
Modo de preparo:

Coloque a tapioca com o leite em uma tigela e deixe de molho na véspera.

Caramelo: Leve ao fogo o açúcar com a água, mexendo até o açúcar dissolver. Pare de mexer e deixe chegar ao ponto de caramelo claro. Retire do fogo e coloque em um refratário. Reserve.

Flã: Junte à tapioca e o leite (de molho na véspera) o restante dos ingredientes, misturando bem. Passe para o refratário com o caramelo e leve ao forno, preaquecido, a 180 ºC, em banho-maria, por cerca de 50 minutos, ou até dourar. Retire do forno e aumente a temperatura para 240 ºC.

Merengue: Bata as claras em neve e junte o açúcar e bata mais. Distribua o merengue sobre o flã e leve ao forno até dourar, cerca de 5 minutos. Sirva morno ou gelado.

Dadinhos de tapioca com queijo coalho

Seja para abrir o apetite ou para servir no happy hour, os dadinhos de tapioca com queijo coalho são excepcionais! 

Ingredientes

. 250 g de tapioca granulada 
. 300 g de queijo de coalho 
. 500 ml leite quente 
. 8 g de sal (pode variar de acordo com o sal do queijo) 
. 1 pitada de pimenta branca 


Modo de preparo
Misture o queijo ralado e a tapioca e junte ao leite bem quente, mexendo sempre para não formar grumos. Acrescente os temperos e continue mexendo até a mistura começar a firmar. 

Despeje em uma assadeira forrada com plástico (para facilitar o desenformar) e cubra com papel filme. 

Deixe resfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira por, pelo menos, 3 horas. Corte em cubos e frite por imersão a 170 ºC, até dourar. Sirva com molho de pimenta agridoce.


Mingau de tapioca

Em menos de 30 minutos, você prepara o mingau de tapioca, muito fácil de fazer e ótimo para os dias frios. 

Ingredientes
· 1 1/2 xícara (chá) de tapioca

· 2 xícaras (chá) de leite de coco
· 2 xícaras (chá) de coco ralado
· 1 1/2 xícara (chá) de açúcar
· 2 xícaras (chá) de água ou leite
· Canela em pó para polvilhar


Modo de preparo
Em uma vasilha, deixe a tapioca de molho no leite de coco por dez minutos. Em seguida, leve ao fogo e acrescente o coco, o açúcar e o leite ou a água, aos poucos, mexendo sempre até obter um creme encorpado. Depois de pronto, polvilhe com canela em pó.     

Palito de tapioca


Comece bem a noite com o palito de tapioca, acompanhado de geleia de pimenta.

Ingredientes

. 250g de tapioca granulada
. 250g de queijo coalho ralado
. 2 colheres (sopa) de manteiga
. Sal a gosto
. 1/2 litro de leite
. Óleo para fritar
. Geleia de pimenta a gosto


Modo de preparo
Em uma tigela, misture a tapioca, o queijo, a manteiga e o sal. Reserve. Em outra panela, em fogo médio, aqueça o leite. Junte a mistura de tapioca, mexendo sempre, até formar uma pasta. Transfira para uma assadeira média, espalhando de maneira uniforme. Deixe descansar de um dia para o outro na geladeira. Corte a massa em palitos de cerca de 2 centímetros de largura - a altura dos palitos será equivalente à altura da forma. Em uma panela, em fogo médio, frite-os em óleo quente, em imersão, até ficarem dourados. Retire com uma escumadeira e deixe escorrer em papel absorvente. Sirva com a geleia.

Pudim de tapioca light

Para quem não abre mão do ingrediente, o pudim de tapioca light é uma ótima opção para quem está de dieta. 

Ingredientes 
. 2/3 de xícara (chá) de tapioca em flocos macios 
. 2 xícaras (chá) de leite desnatado 
. 1 garrafa de leite de coco light 
. 3 ovos 
. 1 xícara (chá) de leite em pó desnatado 
. 4 colheres (sopa) de açúcar 
. 1 ½ xícara (chá) de coco fresco ralado 
. Calda caramelada a gosto 


Modo de preparo
Deixe a tapioca de molho no leite desnatado por duas horas e reserve. No liquidificador, em velocidade máxima, bata o leite de coco, os ovos, o leite em pó, o açúcar, o coco ralado e a tapioca umedecida e escorrida. 

Coloque em uma forma de pudim com 20 cm de diâmetro, caramelizada, e asse no forno, preaquecido em temperatura média, por 50 minutos ou até que, ao enfiar um palito, ele saia limpo. Quando esfriar, leve à geladeira. Desenforme e sirva.

Bolinho de estudante

Fácil e rápido de fazer, o bolinho de estudante é à base de tapioca, leite de coco, coco fresco, açúcar e canela em pó. 

Ingredientes 
. 3/4 de xícara (chá) de coco fresco ralado 
. 1 xícara (chá) de água 
. 1 e 1/2 xícara (chá) de tapioca (à venda nas casas de produtos nordestinos) 
. 3 colheres (sopa) de açúcar 
. 1 pitada de sal 
. 1 vidro de leite de coco (200 ml) 
. Óleo para fritar 
. 1/2 xícara (chá) de açúcar 
. 1 colher (chá) de canela em pó 

Modo de preparo
Bata rapidamente no liquidificador o coco com a água. Escorra o coco e reserve-o separadamente do líquido que se forma. Misture o coco com a tapioca, adicione as 3 colheres (sopa) de açúcar e o sal. Reserve. Aqueça até amornar o líquido reservado com o leite de coco e despeje sobre a tapioca. 

Misture bem e deixe hidratar por 30 minutos ou até que a tapioca fique macia. Modele bolinhos compridos com as mãos e frite-os no óleo quente. Retire com uma escumadeira e escorra sobre papel-toalha. Passe-os ainda quentes no açúcar misturado com a canela.

Dica: frite os bolinhos aos poucos para não encharcar. 

Pão com sementes sem glúten
A tapioca pode estar presente até no seu café da manhã, com o pão com sementes, que também é sem glúten. Experimente!

Ingredientes

· 3 ovos em temperatura ambiente (orgânicos, se possível) 
· 1 xíc. (chá) de leite de amêndoa ou arroz (ou água) 
· 1/4 de xíc. (chá) de óleo de girassol (ou azeite extravirgem) 
· 1 xíc. (chá) de farinha de arroz 
· 1/3 de xíc. (chá) de farinha de milho (ou fubá) 
· 1/3 de xíc. (chá) de polvilho doce (ou goma de tapioca) 
· 1/3 de xíc. (chá) de fécula de batata (ou farinha de grão-de-bico ou farinha de quinua) 
· 1 col. (chá) de sal marinho 
· 1 col. (sopa) rasa de açúcar demerara 
· 1 col. (sopa) de fermento seco para pão (ou 1 envelope de 10 g) 
· Nozes e castanhas picadas e sementes (girassol e abóbora) para polvilhar

Modo de fazer
No liquidificador, coloque primeiro os ingredientes líquidos e depois os secos. Bata tudo por cerca de 1 minuto até formar uma massa lisa e bem líquida. Divida em duas fôrmas para bolo inglês antiaderentes (ou untadas), preenchendo-as só até a metade. Polvilhe com nozes, castanhas e sementes e deixe crescer em um local seco e quente até a massa dobrar de volume. Preaqueça o forno a 180 ºC e, quando colocar os pães, aumente para 220 ºC. Asse por cerca de 15 minutos ou até que os pães fiquem dourados. Espere amornar e desenforme. 

Pudim de tapioca com coco

O toque especial do pudim de tapioca com coco é o merengue que cobre, levemente dourado. 

Ingredientes:
.1/2 xícara (chá) de farinha de tapioca (à venda em casas de produtos nordestinos)
.3 xícaras (chá) de leite morno
.1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar
.1 e 1/2 xícara (chá) de água
.1 xícara (chá) de leite de coco
.1 xícara (chá) de coco fresco ralado fino
.3 ovos
.3 gemas
.1 colher (sopa) de manteiga derretida

Merengue:
.3 claras
.1/2 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro 

Modo de preparo:

Na véspera, ponha a tapioca em uma tigela, regue com o leite, cubra com filme plástico e deixe em lugar fresco. Ponha o açúcar e a água em uma panela, leve ao fogo alto e deixe ferver, mexendo com uma colher. Pare de mexer e cozinhe até obter um caramelo dourado. Retire do fogo e espalhe sobre o fundo de uma fôrma refratária. Reserve. Na tigela com a tapioca, acrescente o leite de coco, o coco ralado, os ovos, as gemas e a manteiga, e misture. Espalhe na fôrma, leve ao forno preaquecido, em banho-maria, e asse por uma hora mais ou menos. Retire do forno e reserve.


Merengue: Bata na batedeira as claras com o açúcar até obter um merengue mole. Espalhe o merengue sobre o pudim em colheradas e leve ao forno médio preaquecido até dourar a superfície. Deixe amornar e sirva.

Dica:Se desejar polvilhe raspas de limão sobre o merengue
.    

Saladinha de lagosta com maionese e salsinha na tapioca

Experimente servir uma salada diferente de lagosta com maionese na tapioca. É sucesso na certa! 

Ingredientes 


Para a maionese
· 1 ovo em temperatura ambiente
· Suco de 1 limão
· 1 colher (sopa) de mostarda
· Sal a gosto
· 1 xícara de óleo de milho
· 4 colheres (sopa) de salsinha picada
· 2 colheres (sopa) de azeite de oliva


Para a salada
· Sal a gosto
· Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
· 750 g de cauda de lagosta
· 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
· Suco de 1 limão
· 50 barquinhas de tapioca compradas prontas
· Fatias de limão bem finas, com casca, para decorar

Modo de preparar 

Prepare a maionese
No liquidificador, bata bem o ovo, o suco de limão, a mostarda e sal. Sem parar de bater, acrescente o óleo, deixando cair em fio, até a mistura ficar com consistência mais firme. Junte a salsinha e o azeite e bata apenas para misturar. Em uma vasilha com tampa, leve à geladeira por, no mínimo, duas horas (pode ser guardada por até três dias).

Prepare a salada

Em uma panela com bastante água fervente e sal, cozinhe as caudas de lagosta por cinco minutos. Escorra, espere amornar e corte em cubinhos. Em uma frigideira com o azeite, refogue a carne de lagosta, mexendo sempre, por cinco minutos. Tempere com suco de limão e pimenta. Acrescente 6 colheres (sopa) de maionese e leve para gelar até o momento de servir. Distribua a salada entre as barquinhas de tapioca e sirva, decoradas com fatias de limão com casca.

Bolo de tapioca e baba-de-moça


Para quem gosta de tapioca e coco, o bolo com baba-de-moça é simplesmente irresistível!

Ingredientes:
Bolo: 
· 2 1/2 xícaras (chá) de leite
· 1 1/2 xícara (chá) de tapioca
· 1 xícara (chá) de coco ralado fresco
· 1/2 xícara (chá) de açúcar
· 1 pitada de sal

Baba de moça: 
· 1 1/2 xícara (chá) de açúcar
· 1/2 xícara (chá) de água
· 6 gemas passadas pela peneira
· 1 xícara (chá) de leite de coco

Acessórios:
· Forma de 20 x 9 cm untada com óleo
Modo de preparo:

Bolo:
Numa tigela, misture todos os ingredientes, cubra com filme plástico e deixe descansar em temperatura ambiente por oito horas. Verifique se a tapioca está macia. Se não estiver, acrescente um pouco mais de leite e deixe descansar até ficar bem macia. Transfira para a forma, cubra com filme plástico e leve à geladeira por mais uma hora.

Baba de moça: 
Numa panela média, cozinhe o açúcar e a água em fogo alto, mexendo sempre, até dissolvê-lo. Pare de mexer e deixe no fogo por mais cinco minutos ou até obter uma calda ligeiramente grossa. Deixe-a amornar e esfregue um pouco entre o polegar e o indicador. Se deslizar suavemente estará no ponto. Acrescente as gemas e o leite de coco. Leve ao fogo alto, mexendo por cinco minutos ou até engrossar. Deixe esfriar. Desenforme o bolo e cubra com baba de moça.


Taça de goiabada e tapioca
Que tal uma receita diferente para a sobremesa, como a taça de goiabada e tapioca? Todos vão aprovar o sabor exótico! 

Ingredientes 
. 4 xícaras de suco de laranja-pera 
. 1/2 xícara de tapioca 
. 1/4 de xícara de açúcar 
. 1 xícara de goiabada cremosa 
. Ramos de hortelã para decorar

Modo de preparo
Em uma tigela, misture o suco de laranja com a tapioca e deixe descansar por 30 minutos. Transfira para uma panela e junte o açúcar. 

Leve ao fogo médio e cozinhe, mexendo às vezes, por dez minutos ou até engrossar. Deixe amornar e distribua entre taças.

Leve para gelar por três horas. Cubra o creme com a goiabada, decore com ramos de hortelã e sirva.

Pudim de tapioca com leite de coco



Fácil de fazer, o pudim de tapioca com leite de coco leva apenas 5 ingredientes.

Ingredientes

. 500 g de tapioca
. 1 litro de leite frio
. 1 vidro de leite de coco
. 1 lata de leite condensado
. 250 g de coco fresco ralado

Modo de preparo
1. Deixe de molho a tapioca com o leite e o leite de coco, durante 12 horas, mexendo de vez em quando para não empelotar, conservando sempre na geladeira. 

2. Transfira para uma fôrma de bolo inglês. 

3. Feche com filme plástico e deixe na geladeira até servir. Sirva fatiado regando com o leite condensado e o coco fresco ralado. 

Torta de figo e nectarina



O segredo do recheio extracremoso da torta de figo e nectarina é a tapioca!

Ingredientes

Massa:
· 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
· 1 e 1/2 xícara (chá) de manteiga
· 2 colheres (sopa) de açúcar
· 2 gemas
· casca ralada de 1 limão
· 1 pitada de sal

Recheio: 
· 7 figos
· 5 nectarinas
· 8 damascos secos
· 3/4 de xícara (chá) de açúcar
· 1/2 colher (chá) de cravo em pó
· 2 colheres (sopa) de farinha de tapioca
· 1 xícara (chá) de farinha de trigo, 
· 1 e 1/2 xícara (chá) de manteiga gelada

Modo de preparo

Massa: misture todos os ingredientes até ficar uma massa homogênea. Embrulhe em filme plástico e leve à geladeira por 1 hora. Forre o fundo e as laterais de uma forma de aro removível e leve à geladeira novamente, coberta com filme plástico, por 15 minutos. 

Recheio: lave e descasque os figos. Seque-os e corte em fatias na horizontal. Lave as nectarinas e corte-as em oito gomos. Divida os gomos ao meio. Corte os damascos em tiras e misture os figos, as nectarinas e os damascos. Acrescente metade do açúcar, a tapioca e o cravo, mexa e deixe descansar por 20 minutos. Corte a manteiga gelada em cubos e misture com a farinha e o açúcar restante. Mexa até formar uma farofa. Espalhe as frutas na forma forrada com a massa e cubra tudo com a farofa. Asse em forno médio preaquecido.

             

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Por que ir dormir sem escovar os dentes pode ser tão ruim para você?


É claro que você já está cansado de saber o quanto é importante escovar os dentes na hora em que acorda, depois das refeições e antes de dormir. Além de deixar seus dentes limpinhos, a escovação (aliada ao fio dental) diminui a incidência de cáries, tártaro, gengivite e mau hálito (quando este não tem origem estomacal).

No entanto, no auge do cansaço noturno, muita gente pula a escovação antes de dormir e vai direto para a cama. E isso não é nada bom, pois, com as bactérias “paradas” dentro da boca, se produz o ambiente perfeito para elas agirem formando a placa, o que pode levar às cáries e doenças da gengiva.

“Escovar os dentes, felizmente, perturba as bactérias para que elas não permaneçam no local. Porque, se deixadas na boca, elas começam a atacar os dentes. Além disso, quanto mais tempo a placa fica em um lugar, mais provavelmente ela se tornará tártaro", explicou a dentista Deepinder Sahota ao The Huffington Post. 

E como, durante uma noite de sono, se fica cerca de 6 a 10 horas em média dormindo, as bactérias têm bastante tempo para agir. Vale lembrar que o tártaro, citado pela dentista é aquele material amarelo e áspero que pode ser formar nos dentes, podendo causar inflamação e sangramento nas gengivas.

Sem tratamento por muito tempo, o tártaro pode fazer até você perder os dentes. É claro que o processo não vai acontecer por um esquecimento ocasional, mas é necessário fazer uma forcinha para isso não acontecer com frequência. 

Fonte: MegaCurioso

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Frutas, legumes e castanhas protegem os dentes

Alimentos saudáveis podem ser aliados na prevenção de cáries


Que frutas, verduras, castanhas e nozes são importantes para manter o organismo saudável todo mundo já sabe. Mas esses alimentos têm outra vantagem ainda pouco conhecida: ajudam a evitar cáries.

São chamados de alimentos protetores ou limpadores pelos dentistas. Cada um tem propriedades distintas que favorecem a limpeza dos dentes, removendo ou evitando a formação de placas bacterianas.

Apesar disso, os dentistas mantêm a recomendação de escovar os dentes após todas as refeições. Essa segue sendo a melhor garantia contra cáries.

Benefício das fibras
Os dentes têm alguns mecanismos naturais de autolimpeza, como o próprio contato entre os dentes de cima com os dentes de baixo. “Os alimentos fibrosos aumentam o contato por fricção entre os dentes”, afirma Gabriela Bonini, professora da Faculdade de Odontologia da São Leopoldo Mandic.

Neste caso, o benefício é mecânico. Ele pode ser obtido com frutas como maçã, kiwi, melancia e pêra, ou também com acelga, pepino, cenoura, castanhas e barras de cereal.

“As maçãs têm outra substância benéfica para os dentes, são os polifenóis. Eles aumentam a salivação”, explica Luciana Butini Oliveira, professora da São Leopoldo Mandic. A saliva é tida como outro mecanismo natural de auto-limpeza dos dentes. “Outros alimentos fibrosos também conseguem aumentar a salivação”, ressalta Gabriela.

Benefício do queijo
A gordura do queijo contém uma proteína chamada caseína, que age diretamente no esmalte dos dentes. Ela interfere na aderência das bactérias, dificultando a formação de cáries. Outra vantagem do alimento é a presença de cálcio em grande quantidade. Essa substância é importante para o processo de mineralização.

Como os dentes são expostos a diversos alimentos ácidos, eles acabam perdendo os minerais de suas camadas mais externas. Sem eles, os dentes ficam mais vulneráveis às bactérias causadoras de cáries. O processo pode ser revertido com a ingestão de alimentos ricos em cálcio, que devolvem os minerais aos dentes. “É a remineralização. Esse processo é constante e precisa ser equilibrado para evitar cáries”, alerta a dentista.

Consistência do alimento
Os alimentos ricos em açúcar são os piores vilões para os dentes. Mas o grau da ameaça está, de certa forma, relacionado à consistência do alimento. “Os suco tem aderência menor ao dente”, explica Gabriela.

Já os alimentos pegajosos, como brigadeiro e bolachas recheadas, são os piores. “Ele acaba ficando mais tempo em contato com os dentes, o que aumenta as chances de cáries”, alerta.

Opções
Como já foi dito no início do texto, a escolha dos alimentos não torna desnecessário escovar os dentes após qualquer refeição, seja ela apenas um lanche ou um farto almoço.

Mas uma boa dica é fazer as refeições intermediárias (lanches da manhã, da tarde e da noite) apenas com alimentos limpadores. Isso porque muitas pessoas acabam não escovando os dentes após essas pequenas refeições, deixando apenas para as refeições principais. Assim, o risco de cárie seria diminuído.

Fonte: IG

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O que é a sensibilidade dental?

O que quer dizer ter dentes sensíveis?


A sensibilidade dentária é a dor causada pela exposição dos tubos dentinários. A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis à cárie e doenças gengivais.


Como saber se meus dentes são sensíveis?

Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes ou frias, seus dentes são sensíveis. Mas não é só você que sente isto. É um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.


Como tratar dentes sensíveis?

Em primeiro lugar, fale com seu dentista. A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxagüante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais. Uma escovação muito forte, uma prótese parcial com grampos e aparelhos muito apertados e justos podem também levar à abrasão. 


Opções de tratamento da sensibilidade dentária

A sensibilidade dentária tem sua origem na exposição da dentina (parte do dente que recobre o nervo), devido à perda do esmalte ou à retração gengival. As mudanças de temperatura e certos alimentos (ácidos ou doces) podem causar hipersensibilidade. A dor geralmente desaparece depois de algum tempo.

A dentina tem um grande número de poros ou tubos microscópicos (túbulos) que vão da face externa do dente até a polpa gengival, no centro. Quando a dentina está exposta, esses túbulos podem ser estimulados por mudanças de temperatura ou certos alimentos. 

A melhor maneira de descobrir a causa da sensibilidade dentária é pedir ao dentista que examine seus dentes. O dentista vai observar sinais de exposição da dentina e realizar testes para determinar a causa real da sensibilidade. Por vezes, a sensibilidade tem sua origem em cárie dentária ou doenças gengivais. Essas duas causas podem ser tratadas. Outras vezes, a sensibilidade é provocada pelo desgaste do esmalte, seja por abrasão ou erosão, ou, ainda, pela retração gengival, que deixa exposta a raiz do dente.


O que se pode fazer?

Se a sensibilidade for causada por cárie, pode-se restaurar o dente. Se a causa for gengivite, o dentista pode fazer uma profilaxia completa da área afetada.

Contudo, se a causa for a exposição da dentina, o tratamento para a redução da sensibilidade requer vários procedimentos tanto em consultório como em casa. 

Procedimentos em consultório: 
- Aplicação de verniz de flúor nas áreas expostas para ajudar a mineralizar o esmalte e a dentina; 
- Aplicação de espuma ou gel de flúor , por meio de moldes bucais, durante 3 a 5 minutos, proporcionando alta concentração de flúor para ajudar as áreas sensíveis; 
- Aplicação de agente fixador (material usado para fixar restaurações) para impermeabiliar a superfície da dentina ajudar os estímulos que causam a sensibilidade; 
- Aplicação de laser terapêutico; 
- Recobrimento radicular 

Em casa: 
- Use uma escova de cerdas muito macias; 
- Escove corretamente, mas não em demasia; 
- Use creme dental especialmente formulado para ajudar a sensibilidade dentária; 
- Use creme dental com alta concentração de flúor (dado pelo dentista) para ajudar fortalecer a superfície do dente; 

Há um grande número de tratamentos disponíveis. Seu dentista pode ajudá-lo a encontrar aqueles que funcionam melhor no seu caso. Consulte sempre o dentista. Não tente diagnosticar o problema sozinho, pois ele pode ser sinal de algo mais sério. Somente um dentista pode esclarecer a questão.

Fonte: Colgate

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Candidíase: pare de alimentar essa inimiga



Calor, umidade, resistência baixa. É tudo do que a candidíase precisa para levá-la à loucura. O que talvez você nem imagine é que suas escolhas à mesa podem favorecer o ataque. Saiba como recuperar o controle da situação.

Difícil de escapar. Pelo menos uma vez na vida três em cada quatro mulheres sentirão uma coceira desesperadora nas partes íntimas, acompanhada de ardor e corrimento esbranquiçado. Culpa do fungo Candida albicans, de longe a principal causa de infecção vaginal. Presente na superfície da pele e no trato digestivo de pessoas saudáveis, em geral ele é inofensivo até encontrar duas condições ótimas para se reproduzir: calor e resistência baixa. Pode aparecer na boca também tanto de mulheres quanto de homens, adultos e crianças.

No verão, a vagina fica mais quente e úmida, criando um hábitat favorável à sua multiplicação. Ainda assim, como esse tubo elástico é dotado de eficiente mecanismo de defesa, a "colônia" pode ser neutralizada. Mas quando medicamentos (antibióticos, corticóides, laxantes), infecções como uma simples gripe, má alimentação ou o stress desequilibram a flora vaginal, a dona cândida invade tecidos e faz estragos. Pior é quando esses episódios de "incêndio íntimo" vão e vêm.

Em pelo menos 40% das atingidas, as crises são recorrentes. "A candidíase de repetição em geral decorre de algum hábito errado", alerta o ginecologista José Bento, dos hospitais São Luiz e Albert Einstein, ambos em São Paulo. "Em vez de usar os cremes ou óvulos vaginais antifúngicos de rotina, vale a pena revisar seus hábitos com o seu médico." Segundo o ginecologista, a dieta merece destaque nessa avaliação, pois dependendo do que come, você está alimentando seu inimigo. 


Fora, açúcar!

Quem é do tipo formiga tem boas razões para se preocupar. "O açúcar altera o pH da vagina de modo a favorecer a proliferação dos fungos", diz José Bento. Assim, é preciso restringir doces, balas em geral, mel e produtos industrializados adoçados, caso dos refrigerantes e sucos de fruta. E não estranhe se o desejo de doce aumentar. "As diversas substâncias que os fungos produzem e liberam no processo de digestão despertam em nós a vontade de consumir os alimentos úteis à sobrevivência deles", explica Alessandra Almeida, nutricionista do Rio de Janeiro. 

Mas o açúcar não é o único vilão. Outros carboidratos refinados e simples, como macarrão, pão e arroz brancos, também fazem a alegria dos fungos que causam a candidíase. Por ter digestão rápida, esses alimentos logo elevam a taxa de açúcar no sangue, daí a importância de serem substituídos pelas versões integrais, ricas em fibras. Esses alimentos, porém, devem ser evitados se você tem sensibilidade ao glúten (proteína do trigo, cevada, centeio e aveia). Assim como quem apresenta alergia à lactose ou soja, precisa suspender produtos à base de leite ou do grão. "Nessas pessoas, o consumo regular de substâncias com potencial alergênico pode causar um desequilíbrio na flora digestiva, favorecendo o crescimento dos fungos", diz Alessandra. Mas é preciso avaliar caso a caso.


Devagar com as frutas

Em excesso, a frutose (açúcar das frutas) pode ser nociva. Essa substância também é encontrada no xarope de milho, largamente usado na indústria alimentícia. Por isso, confira na embalagem e passe longe dos produtos que abusam desse ingrediente. Mas você não precisa abrir mão de um alimento tão saudável quanto as frutas frescas. Consuma de três a quatro porções por dia, dando preferência àquelas com baixo índice glicêmico (morango, pera, pêssego, maçã e ameixa) - ou seja, que são absorvidas mais lentamente.

Você adora manga, melancia, caqui e uva? Suspenda essas frutas, que têm digestão rápida, pelo menos nas fases em que a candidíase não estiver dando sossego. Esqueça também os sucos de fruta muito concentrados, pois a taxa de frutose tende a ser alta. Faça o mesmo com as frutas secas que recebem adição de açúcar (banana passa, figo e abacaxi secos) ou são vendidas a granel. "As frutas que ficam muito tempo expostas ao ar e à claridade favorecem a proliferação dos fungos", alerta a nutricionista.

Na lista negra

É ainda mais importante você manter distância de pães (e outras massas que levam fermento biológico, caso da pizza), queijo gorgonzola, vinagre, vinho e cerveja. "São alimentos e bebidas fermentados pela ação de fungos, o que pode confundir o sistema imunológico e desequilibrar os microrganismos que vivem naturalmente no intestino", diz Fábio Bicalho, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Os produtos em conserva (picles e palmito), embutidos e todos os cogumelos (do champignon ao shiitake) também estimulam o crescimento fúngico e, portanto, devem ser evitados quando a candidíase entra em cena.

Mais aliados

A boa notícia é que existem alimentos com ação antifúngica comprovada, merecendo lugar de destaque no cardápio. São eles: orégano, alecrim, tomilho, alho e cebola. "Procure consumi-los todos os dias, em diferentes pratos e refeições", orienta Fábio. Sugestão: polvilhe nas saladas, sopas e nos molhos, de preferência no final do cozimento. Outras boas pedidas são as sementes de abóbora e os óleos de orégano e de coco extra virgem (use o primeiro para temperar pratos salgados e o segundo batido no iogurte). A romã é mais uma aliada: prepare um suco com a polpa e as sementes. 

Os lactobacilos reorganizam a flora intestinal e, por isso, também são grandes aliados contra os fungos inimigos. Esses probióticos (bactérias do bem) são encontrados em iogurtes e queijos (verifique na embalagem). "Esses produtos, no entanto, devem ser evitados por quem tem sensibilidade à lactose", lembra Alessandra. É por isso que muitos nutricionistas acham mais seguro prescrever probióticos em sachê ou cápsula. 

E os prebióticos? Capazes de nutrir as bactérias benéficas do intestino, eles também são bem-vindos para deixá-la mais resistente. A lista inclui biomassa de banana verde (pode ser adicionada no suco e na salada de frutas) e batata yacon - tubérculo originário dos Andes com o poder de reduzir a taxa de açúcar no sangue e deve ser consumido cru como uma fruta.

Folhas verde-escuras, verduras e legumes, alimentos integrais, frutas frescas, peixe, frango orgânico, raiz da chicória e alcachofra também são essenciais na dieta anticandidíase. "Eles equilibram a flora intestinal deixando o ambiente menos atrativo para os fungos", diz Fábio, que sugere ainda o suco de cranberry. "Essa frutinha vermelha tem ação reconhecida contra as bactérias que provocam infecção urinária, mas também dificulta a ação dos fungos da candidíase."

Sementes de chia e linhaça, assim como quinoa e aveia, são úteis por outras razões: ajudam a reduzir o índice glicêmico da refeição, evitando picos de açúcar no sangue e, com isso, diminuem o risco dos fungos se manifestarem. Já as nozes, amêndoas e castanhas-do-pará reforçam as defesas do organismo contra esses e outros invasores. Porém, armazenadas de maneira inadequada, as frutas oleaginosas podem trazer fungos e toxinas que tendem a aumentar o risco de candidíase. Nesse caso, fuja delas!

Fonte: Revista Boa Forma